Velas de ignição: o que deve saber?
As velas de ignição são um dos componentes mais importantes de um carro com motor a gasolina. São responsáveis por gerar a faísca que inicia a combustão do combustível, permitindo o funcionamento do motor. Sem este pequeno, mas poderoso elemento, o carro simplesmente não arranca.
Neste artigo, explicamos tudo o que precisa de saber sobre velas de ignição: o que são, qual a sua função, os diferentes tipos, quando devem ser substituídas e como identificar sinais de desgaste.
Quem está livre da utilização de velas são os carros 100% elétricos como o CUPRA Born e Tavascan, já que em automóveis como este, a simples pressão sobre o acelerador faz com que a corrente elétrica forme um campo magnético que, por sua vez, faz girar um rotor que vai fazer rodar os eixos das rodas.
O que são velas de ignição e como funcionam?
As velas de ignição foram inventadas por Robert Bosch em 1902 e continuam a ser cruciais no funcionamento dos motores a combustão interna. Este componente elétrico é composto por um invólucro metálico em forma de rosca, um isolador de porcelana e um elétrodo central.
Quando instaladas na cabeça do cilindro, criam uma faísca que inflama a mistura ar-combustível na câmara de combustão, dando início ao processo de combustão.
Qual é a função das velas de ignição no veículo?
As velas de ignição têm duas funções principais:
- Gerar a faísca que inflama a mistura de ar e combustível no interior dos cilindros;
- Transferir o calor excedente da câmara de combustão para o sistema de refrigeração do motor.
Sem uma faísca eficiente e precisa, o motor pode falhar, consumir mais combustível e emitir mais poluentes.
Quais os tipos de velas de ignição?
Existem vários tipos de velas de ignição disponíveis no mercado, cada uma com características distintas:
- Velas de cobre: mais económicas, mas com menor durabilidade;
- Velas de irídio: maior resistência e longevidade, ideais para motores modernos;
- Velas de platina simples ou dupla: duráveis e com boa performance em altas temperaturas;
- Velas prateadas: excelente condutividade térmica, utilizadas principalmente em veículos mais antigos.
A escolha do tipo de vela deve ter em conta as especificações do fabricante e o tipo de utilização do veículo.
Quando mudar as velas de ignição?
Tal como acontece com outros componentes do carro, como a bateria, os pneus ou filtros, as velas de ignição também precisam de manutenção regular já que estão sujeitas a um grande desgaste e podem colocar em causa o catalisador e o sensor de oxigénio.
A substituição das velas deve ser realizada de acordo com o estipulado pelo manual do carro e pode variar de um automóvel para o outro. Apesar disto, é recomendado, pelos mesmos manuais, que, em função das condições de uso do carro, e se use Gasolina não conforme a norma EN 228, se reduza para metade a quilometragem exigida para a troca. Por exemplo, se o fabricante do automóvel recomendar a substituição aos 60 mil km ou 4 anos, deve trocá-las aos 30 mil km ou 2 anos.
Para além da simples substituição, é possível prolongar a vida útil das velas de várias formas:
- Velas frias dissipam o calor mais rapidamente, atrasando a faísca — ideais para motores de baixo desempenho.
- Velas quentes mantêm o calor por mais tempo, antecipando a faísca — recomendadas para motores mais potentes.
Devido à sua tecnologia inovadora, à extensão da garantia e aos serviços de assistência e reparação, modelos como os CUPRA Formentor, Leon, Leon Sportstourer e Terramar têm uma manutenção das velas de ignição mais simples e deteção e resolução de problemas mais imediata, algo que ajuda a prevenir os danos que velas de ignição desgastadas podem provocar no carro.
Como identificar problemas associados à vela de ignição?
Quando notar que o seu carro apresenta os seguintes sintomas, é provável que as velas estejam a precisar de ser substituídas:
• Dificuldades no arranque
Quando uma vela começa a apresentar desgaste, é natural que comece a notar falhas no arranque. Leve o seu carro a uma oficina especializada para que sejam trocadas de imediato.
• Falhas na ignição
Quando surgem falhas na ignição, isso pode dever-se a problemas no sensor ou a algum dano no fio da vela de ignição.
Caso comece a ouvir sons intermitentes de estalidos no motor, é altura de substituir as velas e levar o carro ao mecânico ou à assistência da sua marca. A persistência em conduzir o carro nestas condições pode levar ao aumento da emissão dos gases do escape, maior gasto de combustível e menor potência do motor.
• Dificuldade em acelerar o carro
Apesar de em carros mais modernos, o sensor indicar imediatamente problemas com o sistema de ignição do motor, é importante que, no caso de notar dificuldades em acelerar o seu carro, saiba que o problema pode estar no desgaste das velas de ignição.
Ainda assim, este tipo de problemas na aceleração pode, igualmente, estar ligado a outros fatores, como um filtro de combustível entupido, defeito no sensor ou entupimento do injetor de combustível.
Conclusão: cuidar das velas de ignição é essencial?
As velas de ignição são fundamentais para o desempenho, consumo e fiabilidade do seu automóvel. A sua manutenção regular contribui para uma condução mais eficiente, segura e amiga do ambiente.
Esteja atento aos sinais de desgaste, respeite os prazos recomendados pelo fabricante e escolha sempre peças de qualidade. Manter o sistema de ignição em boas condições é investir na saúde do motor e na durabilidade do seu veículo.
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